Revista Corpore
Dom, 01 de Agosto de 2010
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Sex, 04 de Dezembro de 2009 12:43

Lendas e mitos sobre emagrecimento

Informações corretas sobre como fazer dieta também ajudam na luta diária para perder peso

imagem_2_pagina29Todo ano é a mesma coisa: quando chega o calor, as pessoas começam a se preocupar com o corpo, fazem regimes enlouquecidos, as academias ficam lotadas e os consultórios, cheios. E todos os pacientes têm o mesmo objetivo: perder peso. No entanto, para emagrecer de forma saudável é preciso esclarecer algumas dúvidas comuns, como, por exemplo, se é verdade ou não que após uma perda de peso considerável, com auxílio de tratamento medicamentoso, o peso volta em dobro.

Segundo o clínico geral e especialista em obesidade Paulo Roberto Costa, esta afirmação está incorreta. "O que ocorre é a volta do apetite normal, que tinha sido reprimido pela medicação. Só que então o paciente come demais, e só pensa em voltar após estar com peso exagerado", explica.

Outra questão comum, sempre discutida nos meios de comunicação, consultórios médicos e nas rodas de amigos é que a medicação para perda de peso vicia. Dr. Paulo assegura que não, pois "quando o paciente volta a engordar, ele só se recupera com a ajuda do medicamento".

Muitos médicos recomendam, após o término do tratamento contra obesidade, o uso de medicamentos que funcionam como um estabilizador de peso. Costa garante que não existe substância com esta capacidade: "se existisse algo assim, não teríamos mais obesos no mundo. Isto é lenda".

Você também já deve ter escutado: "eu não bebo durante as refeições porque o líquido ingerido durante o almoço ou jantar dilata o estômago e me faz comer mais". Verdade ou mentira? Para o médico, isto não é verdade, pois a água hidrata e faz com que o estômago transmita a sensação de estar cheio, o que contribui para diminuir o apetite.

E, uma notícia boa: diabéticos podem, sim, tomar medicação para emagrecer, desde que sempre com orientação médica, é claro. Dr. Paulo costa afirma que as pessoas que sofrem de diabetes podem e devem fazer tratamento medicamentoso. "A perda do peso contribui sensivelmente para a diminuição dos níveis glicêmicos, lipídicos e tensionais", ressalta ele. Até o uso da insulina pode ser diminuído.

Outra dúvida comum é se as medicações manipuladas são "mais naturais" ou fazem menos mal. Isto é outro erro, pois sais manipulados têm que ter bioequivalência com os industrializados e não é por serem manipulados que são menos agressivos que os outros..

O custo das medicações manipuladas, também é outro fator que atrai o consumo, mas o público precisa saber o porquê são mais baratos. Essa resposta é bem simples, o serviço de manipulação não precisa investir em pesquisa, apenas embalam os sais industrializados já existentes e os vendem encapsulados. Uma desvantagem é que o tempo de vida útil, é menor, em média quatro meses, ao contrário do industrializado, que fica em uso por dois anos. Por isso a diferença do preço.

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